Os benefícios de viajar


Já começarei dando um alerta. O ato de viajar em si não é solução para problema algum. Quando você voltar, os problemas não resolvidos provavelmente ainda estarão lá, à espera de o serem. No entanto, viajar permite a distância necessária tanto do problema como de suas próprias referências para levar a uma resolução mais saudável.

Viajar tem também o poder de permitir com que se saia daquele mundo conhecido para um nem tanto, o que eventualmente faz com que se tenha que olhar para si. E é aí que o ato de viajar torna-se um poderoso remédio.

A maneira como se faz a viagem, por sua vez, também diz muito sobre você. Note se você se limita a passear pela cidade por rotas determinadas de um citytour do alto de um ônibus com muitos outros turistas clicando tudo o que veem ao redor sem realmente ver o que há ao redor, talvez esteja precisando sair um pouco da zona de conforto.

Observe as sensações que lhe trazem o perder-se por ruas fora dos circuitos turísticos tradicionais, entre num restaurante local sem entender o cardápio, vá conhecer pequenos museus escondidos.

Você está indo a determinados lugares com receio de que sua viagem possa ter menos valor aos outros, que lhe disseram que se você não for a tal lugar é como se não estivesse estado naquela cidade? Então que tal lembrar que essa viagem é sua e é só você que pode explorar essa experiência do seu jeito? Às vezes, fugir das enormes filas das atrações turísticas de praxe para tomar esse tempo a descobrir lugares que a poucos lhes ocorreria ir pode ser uma deliciosa surpresa. Mas claro, se aquela fila não é nada perto do seu sonho de entrar naquele museu ou naquela construção, faça-o sem dó. Lembro, a viagem é sua.

Numa viagem, você é o que quiser, mas também pode reconhecer o que não quer ou tem dificuldade de ser. Aquela timidez pode te acompanhar, a culpa por estar gastando a mais, o medo de falar com estranhos, às vezes numa língua que você não se sente confortável. Dou apenas exemplos, mas aproveite para observar o que tem te impedido de fazer outras coisas e até mesmo, o quanto elas deixam aquele problema que você deixou de lado para viajar ainda mais difícil de ser resolvido.

Viajar permite assim viajar para dentro de si, ressignificar memórias, reconectar-se. E o retorno, muito mais do que trazer na mala souvenirs para presentear a quem se quer, traz experiências e vivências só que lhe permitirão ver o mundo que você deixou antes da viagem de outra maneira. Permita-se. E redescubra seu próprio mundo.

E um alerta final. As pessoas ao seu redor podem continuar as mesmas. Para não se decepcionar, lembre-se de que você fez aquela viagem por você. Essas pessoas viverão suas transformações às suas maneiras. Dê-lhes tempo. E cuide do seu. Boa viagem.

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