Ter um diagnóstico ou ser um diagnóstico?

7 Sep 2018

 

Nesses nossos dias, há uma busca de respostas rápidas a tudo o que vivemos. Com um passar de dedos, somos bombardeados com informações na timeline das redes sociais. Basta uma pesquisa num site de busca para termos respostas à maioria de nossas perguntas, mas também alimentamos nossas dúvidas com tantas respostas diversas encontradas.

Mas como encontrar respostas a perguntas do tipo “por que eu me sinto assim?”, “por que eu sou assim?”, “Por que essas coisas acontecem comigo?” ou ainda “o que será de mim agora que eu tenho isso?” . Baseados em sintomas ou constatações sobre fatos da vida, chegamos a um diagnóstico ou a uma resposta que enfim, justifica essa “maneira de ser”.  E é aí que está o perigo.

Essa resposta, se vem para responder algo que já tem causado incômodo, não deve se fechar em si. Alguns diagnósticos acabam se sobrepondo a outras características da pessoa e acabam sendo a forma como ela se identifica. No caso da medicina, um diagnóstico serve para que se saiba o que deve ser feito para tratar o que precisa ser tratado. Igualmente, diagnósticos relacionados à saúde mental também fazem compreender alguns comportamentos. Alguns fatos vivenciados, como, por exemplo, situações relacionadas a abandono, violência ou grandes perdas também podem afetar um indivíduo. Em todos os casos, mesmo nos quais não seja possível reparar o acontecimento ou curar a doença, pensar outras formas de viver e reinventar-se sem que se permaneça com uma identidade apontada é possível.

Somos todos mais do que pensamos ser. Antes mesmo de nascermos, já nos atribuem um nome e a expectativa de uma história. Ao longo da vida, seguimos nos constituindo e portanto, ainda que um diagnóstico ou uma constatação possa responder a algumas das perguntas aqui exemplificadas, sempre é possível ir em frente, rever o que incomoda e descobrir-se de uma nova maneira.

 

Julia Bartsch é psicóloga e psicanalista. Contatos e agendamentos podem ser feitos pelo telefone 11 998642211 ou pelo e-mail jbartsch.psi@gmail.com

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Em Destaque

O APP que envelhece e a tal finitude

16 Jul 2019

1/5
Please reload

Posts Recentes

February 25, 2018

December 27, 2017

December 20, 2017

Please reload

Arquivo
Please reload

(11) 998642211
jbartsch.psi@gmail.com

instituto@saberolharpsi.com


Rua Itapicuru, 369 - Perdizes - São Paulo, SP - Brasil